Perda auditiva gera custo anual de 750 bilhões de dólares no mundo

A perda auditiva sem tratamento representa um custo global anual de 750 bilhões de dólares, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em fevereiro deste ano. Cerca de 1,1 bilhão de adolescentes e jovens adultos estão com risco de perda auditiva devido ao uso inseguro de dispositivos pessoais de áudio, incluindo smartphones, e exposição a níveis prejudiciais de som em locais de entretenimento barulhentos, como boates, bares e eventos esportivos, afirma o órgão das Nações Unidas (ONU) responsável por observar e elevar o padrão de saúde de todos os povos. A perda auditiva tem consequências potencialmente devastadoras para a saúde física e mental, educação e emprego.

Dados de estudos em países de renda média e alta analisados pela OMS indicam que entre adolescentes e jovens com idade entre 12 e 35 anos, cerca de 50% estão expostos a níveis inseguros de som a partir do uso de dispositivos pessoais de áudio e cerca de 40% estão expostos a níveis potencialmente prejudiciais de som em locais de entretenimento. Níveis inseguros de sons podem ser, por exemplo, exposição a mais de 85 decibéis (dB) por oito horas ou 100dB por 15 minutos.

A escuta segura depende da intensidade do som, da duração e da frequência de escuta. A exposição a sons altos pode resultar em perda auditiva temporária ou zumbido, que é uma sensação de ouvir um som persistente. Quando a exposição é particularmente alta, regular ou prolongada, pode levar a danos permanentes das células sensoriais da orelha, resultando em perda auditiva irreversível.

 

Recomendações da OMS – A OMS recomenda que o nível máximo permitido de exposição ao ruído no local de trabalho seja de 85dB, por no máximo oito horas por dia. Muitos clientes de casas noturnas, bares e eventos esportivos são muitas vezes expostos a níveis ainda mais elevados de som, e, portanto, devem reduzir consideravelmente a duração da exposição. “O tempo da exposição de um ruído à 85dB é de no máximo 8 horas diárias, já a exposição a um ruído a 109dB dever ser de somente 1 minuto e 53 segundos permitidos para que não haja degradação das células da cóclea (órgão dentro da orelha interna responsável pela transmissão do som ao cérebro)”, explica Bruna Brainer, fonoaudióloga da clínica Paraouvir, em Brasília.

Adolescentes e jovens podem proteger melhor sua audição mantendo o volume baixo em dispositivos de áudio pessoais, utilizando tampões de ouvido quando visitam locais barulhentos e usando fones de ouvido com isolamento de ruídos. Eles também podem limitar o tempo gasto envolvido em atividades barulhentas, tomando pausas de escuta curta e restringindo o uso diário de dispositivos de áudio para menos de uma hora. Com a ajuda de aplicativos para smartphones, eles podem monitorar níveis de audição seguros. Além disso, devem prestar atenção aos sinais de alerta de perda auditiva e realizar regularmente check-ups auditivos.

Regulação governamental – Os governos também têm um importante papel a desempenhar pelo desenvolvimento e aplicação de uma legislação rigorosa sobre o ruído recreativo e pela divulgação dos riscos de perda auditiva através de campanhas de informação pública. A pesquisa revelou que as perdas auditivas custam entre 67 bilhões a 107 bilhões de dólares aos sistemas de saúdes, cifras que não incluem aparelhos auditivos e próteses. A instituição também calculou que as perdas de produtividade – causadas pelo desemprego e aposentadoria precoce – alcançam 105 bilhões de dólares anualmente.

Outro importante dado apontado no relatório alerta que 60% dos casos de perda auditiva na população jovem com até 15 anos podem ser prevenidos com ações contra sarampo, caxumba, meningite, infecções por citomegalovírus e otite crônica – doenças que afetam direta ou indiretamente o aparelho auditivo. Os pais, professores e médicos devem educar os jovens sobre a escuta segura, enquanto os gerentes de locais de entretenimento podem respeitar os níveis de ruído seguro estabelecidos por seus respectivos locais, usar limitadores de som, e oferecer tampões para os clientes. Os fabricantes podem projetar dispositivos de áudio pessoais com recursos de segurança e exibir informações sobre a escuta segura de produtos e embalagens.

Prevenção é o melhor caminho – “A prevenção é o melhor remédio. Não se expor ou evitar situações de abuso auditivo é a primeira das recomendações. Mas no mundo barulhento de hoje, com equipamentos sonoros cada vez mais potentes isso se torna quase uma missão impossível”, recomenda Bruna Brainer. Segundo ela, já existe no mercado protetores auditivos, específicos para cada situação, onde as pessoas podem proteger sua audição e, assim, ter qualidade de vida. Filtros instantâneos para voar (minimiza o barulho da turbina do avião), para músicos (expostos a caixas de som e retornos cada vez mais potentes) entre outros modelos disponíveis, em tamanhos diferentes para cada tipo de orelha, que atenuam em até 25dB os sons para proteção do sistema auditivo. Para maior conforto, o mercado oferece tampões sob medida, como para dormir ao lado de alguém que ronca, para correr com os fones de ouvido com uma vedação melhor e consequentemente menor exposição ao ruído, entre outros serviços possíveis de encontrar na Paraouvir.

Mais informações: (61) 3443-1042 ou (61) 3562-4313.

Fonte: terra.com.br

Comment (1)
Aparelho Auditivo / 8 de fevereiro de 2018

Amei o texto, ficou ótimo!

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