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Como é feita a avaliação do Processamento Auditivo Central (PAC)?

Ao longo da vida, todas as pessoas desenvolvem inúmeras habilidades sensoriais, como de localização, reconhecimento ou memorização de sons. No entanto, até mesmo as pessoas com audição normal podem ter alterações nessas habilidades. O exame do Processamento Auditivo Central (PAC) avalia o funcionamento e o desenvolvimento dessas habilidades.

O processamento auditivo central é a maneira como os sons são captados pelos ouvidos e transmitidos até o cérebro, onde serão interpretados. O exame, então, avaliará a eficácia e a eficiência com que se desenvolve esse processo.

Neste artigo, você vai conhecer mais informações sobre o PAC, sua finalidade e como ele pode ajudar em um diagnóstico de perda auditiva. Acompanhe!

O Processamento Auditivo Central (PAC)

O exame de PAC avalia várias operações mentais que a pessoa utiliza ao lidar com as informações provenientes do sentido da audição. Dessa forma, o exame verifica como o cérebro interpreta os sons que a pessoa escutou.

Entre os mecanismos auditivos que são avaliados durante o exame do PAC, estão:

  • Detecção auditiva;
  • Discriminação de sons;
  • Localização da fonte do som;
  • Reconhecimento de padrões;
  • Temporização da audição;
  • Identificar fala em presença de ruído competitivo.

As alterações podem acontecer por uma série de fatores. Alguns traumas de Sistema Nervoso Central, como o traumatismo craniano ou o AVC, por exemplo, podem afetar o PAC. Afecções do ouvido, como otites e perdas auditivas também podem contribuir para as alterações do PAC. Porém é importante observar que mesmo as pessoas com audição normal e com uma condição de saúde perfeita podem ter algum tipo de distúrbio de PAC.

Por que o exame deve ser feito?

O exame é importante para identificar a capacidade da pessoa em dar significado aos sons captados pelo ouvido.

Além disso, ele mede a habilidade de compreender sons e falas em um ambiente barulhento, bem como identificar a direção e distância da fonte sonora.

Ele também faz um diagnóstico da memória e de como o indivíduo organiza os estímulos auditivos para planejar uma resposta.

Quando o PAC deve ser realizado?

Os distúrbios de PAC podem ter diversos graus, além de assumir muitas formas diferentes. O exame é indicado, de modo geral, para as pessoas que apresentam algum sinal de deficiência auditiva ou demais problemas auditivos.

Os principais sintomas de distúrbios do PAC são distração, desatenção, dificuldade na fala, atraso escolar (quando crianças) ou dificuldade para entender o que é dito em ambientes barulhentos. Diante desses sintomas, é comum que o DPAC (Distúrbio de Processamento Auditivo Central) seja confundido com o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), cabendo uma avaliação médica para o diagnóstico correto.

Em casos de suspeita de DPAC, o otorrinolaringologista deve ser procurado. No entanto, outros profissionais também podem fazer encaminhamento para o exame do PAC. É o caso de fonoaudiólogos, psicólogos, pediatras, neurologistas, entre outros.

Como o exame é feito?

É preciso fazer uma audiometria antes de fazer o exame do PAC. A avaliação do PAC é, então, realizada em algumas sessões por um fonoaudiólogo que tem treinamento e habilidade na aplicação dos testes. Será de responsabilidade desse profissional a tarefa de avaliar o comportamento e interpretação dos resultados obtidos.

O PAC é realizado no interior de uma cabine acústica, onde a pessoa realiza vários testes de acordo com a faixa etária ou com o grau de alteração auditiva (se houver).

Como o resultado pode ajudar no diagnóstico da perda auditiva?

Caso o indivíduo tenha um desempenho inferior ao esperado para sua idade em uma ou mais habilidades auditivas, ele é diagnosticado com o transtorno do processamento auditivo central. Geralmente, o paciente será encaminhado para reabilitação auditiva.

No caso de crianças com o transtorno, tanto os pais quanto a escola também recebem orientações de como proceder com essas dificuldades auditivas. Dentre elas, uma orientação básica é reduzir ao máximo os ruídos em sala de aula ou dentro de casa. Falar pausadamente, olhando para a criança e gesticulando, também ajuda bastante, visto que um simples ventilador ligado, por exemplo, pode atrapalhar bastante a compreensão de sons importantes. Ainda, é importante realizar exercícios de linguagem para desenvolver a capacidade da criança de aprender novas palavras e compreendê-las.

Com a terapia certa, o paciente pode ter sucesso e preservar sua qualidade de vida. O diagnóstico precoce é importante a fim de evitar mais danos ao paciente. Uma criança não diagnosticada, por exemplo, pode ter atrasos na fala ou problemas na aprendizagem.

Para a maioria dos casos, a terapia fonoaudiológica, em conjunto com os aparelhos auditivos, tornam possível a compreensão dos sons e o desenvolvimento de boas habilidades de comunicação.

E você, já conhecia a avaliação do Processamento Auditivo Central (PAC)? Ainda tem dúvidas da importância de ouvir? Leia também: A importância de ouvir: qualidade de vida e contato com o mundo.

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