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Conheça algumas doenças relacionadas à perda auditiva

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Conheça algumas doenças relacionadas à perda auditiva

casal de idosos olhando pela janela

 

A perda auditiva é um problema mais comum do que a maioria das pessoas imagina.

E vale ressaltar: ignorá-la pode desencadear — além dos diversos prejuízos de não ouvir bem — outras doenças correlacionadas.

Continue lendo o artigo para conhecer algumas delas e para saber como agir em cada situação.

Depressão

Pessoas com perda auditiva são mais propensas a se isolarem socialmente, o que pode provocar a depressão. Isso porque elas apresentam dificuldades em aproveitar os sons que costumavam ouvir facilmente, como música, sons da natureza e a voz das pessoas com quem se relacionam.

Nas interações sociais, além do incômodo de sempre precisar pedir que a pessoa repita o que foi dito, quem tem perda auditiva também pode acabar cometendo gafes pela falta de entendimento na comunicação oral.

Todos esses fatores geram constrangimento e desmotivam o paciente em seus relacionamentos. A família e os amigos, por sua vez, também passam a lidar com uma dificuldade de interagir com o deficiente auditivo, o que pode fazer com que reduzam a comunicação com ele.

Para evitar a possibilidade de um quadro depressivo, é essencial que, ao sinal de qualquer dificuldade auditiva, o paciente consulte um otorrinolaringologista em busca de tratamento.

Demência

Diversos estudos científicos têm comprovado que há uma correlação entre a perda auditiva não tratada e a demência — doença cerebral que causa diminuição da capacidade de raciocínio e memória. Isso em razão da diminuição dos sons que chegam ao cérebro, reduzindo a capacidade cognitiva e encurtando as atividades cerebrais.

Um estudo alemão, por exemplo, baseado em dados coletados de mais de 154 mil pessoas, mostrou que as pessoas que possuem deficiência auditiva tinham de 1,2 a 1,4 maiores chances de desenvolver a demência, em relação àquelas que não possuem deficiência auditiva.

Um outro estudo, publicado em 2017 pela revista científica The Lancet Commission on Dementia Prevention, Intervention and Care, revelou que a perda de audição está entre os nove fatores reversíveis que podem causar a demência, juntamente com a hipertensão na meia idade, a obesidade, a depressão, a diabetes, o sedentarismo, o tabagismo e o isolamento social.

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Doenças cardíacas e circulatórias

O que também costuma estar relacionado à perda auditiva são alterações cardíacas e circulatórias. Por exemplo, um estudo realizado na Universidade Norte do Paraná constatou que há uma relação significativa entre a perda auditiva e a hipertensão.

O que acontece é que a pressão alta do sangue nos vasos sanguíneos pode comprometer o funcionamento do aparelho circulatório, afetando o sistema auditivo e podendo levar, inclusive, ao aparecimento do zumbido no ouvido.

O estudo envolveu 308 indivíduos entre 45 e 64 anos, no qual os perfis analisados consideraram aqueles que tinham ou não a perda auditiva, a hipertensão ou os dois casos. O resultado da pesquisa mostrou uma associação significativa entre os dois problemas, e que a hipertensão arterial age como um fator agravante na perda progressiva de audição.

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Essas foram apenas algumas doenças que se relacionam com a perda auditiva. A depressão e a demência, por exemplo, referem-se à perda auditiva não tratada e por isso são doenças que podem ser evitadas ou retardadas, na maioria das vezes, com o tratamento da perda auditiva por meio do uso do aparelho auditivo.

O aparelho, embora não restaure a audição, oferece condições de ouvir os sons novamente, preservando a autonomia do paciente e a capacidade de se comunicar.

Já em pacientes que sofrem de hipertensão arterial e que, em decorrência da condição, desenvolvem a deficiência auditiva, também poderão usufruir dos benefícios do aparelho auditivo para tratar a sua audição.

Dessa forma, é importante destacar: em qualquer sinal de dificuldade de ouvir, consulte-se com um otorrinolaringologista para que a origem do problema seja identificada e tratada o quanto antes.

Caso o diagnóstico — que leva em conta o exame de audiometria, o exame físico e o histórico do paciente — atente para a necessidade de se usar o aparelho auditivo, é importante contar com um fonoaudiólogo de forma permanente: tanto na indicação do aparelho mais adequado, quanto no acompanhamento da adaptação do paciente com o produto.

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