Quais são os tipos de perda auditiva?

A perda auditiva é mais comum do que a maioria das pessoas imagina e — atenção — pode atingir tanto idosos, como crianças e jovens. Deixar de procurar um tratamento para a perda auditiva tem consequências negativas ligadas, principalmente, a questões de saúde e qualidade de vida.

Nos últimos anos, muitos avanços foram feitos nas tecnologias de pesquisa e de tratamento. Hoje, muitas perdas auditivas podem ser tratadas clinicamente ou com auxílio de aparelhos auditivos.

Por isso, neste artigo, você vai conhecer os 3 principais tipos de perda auditiva e como elas são tratadas. Vamos lá?

Os tipos de perda auditiva

A perda auditiva depende da localização da lesão dentro do ouvido do paciente. Existem três tipos básicos de perda auditiva: a perda auditiva neurossensorial, a perda auditiva condutiva e a perda auditiva mista. Conheça melhor cada uma delas a seguir.

Perda auditiva neurossensorial

A maioria das pessoas que apresentam problemas de audição tem a perda auditiva neurossensorial. Ela ocorre quando há danos nas estruturas sensoriais (células ciliadas) ou no nervo auditivo do ouvido interno.

Uma perda auditiva neurossensorial reduz a intensidade do som ou distorce o que é ouvido, até mesmo quando os sons são altos o suficiente. É por isso que as pessoas com perda auditiva neurossensorial apresentam dificuldades para ouvir as palavras com clareza, principalmente sons mais agudos ou quando estão em ambientes barulhentos.

Algumas das possíveis causas de perda auditiva neurossensorial incluem a exposição ao ruído alto, doenças (meningite, sarampo), traumas na cabeça, má formação das estruturas do ouvido, hereditariedade, envelhecimento ou medicamentos ototóxicos.

A condição não pode ser revertida com tratamento médico e é tipicamente descrita como uma doença irreversível e permanente. Felizmente, a maioria das pessoas com perda auditiva neurossensorial pode se beneficiar do uso de aparelhos auditivos para preservar uma boa qualidade de vida.

Perda Auditiva Condutiva

A perda auditiva condutiva é de natureza mecânica. Isso significa que algo — um fator físico ou doença — impede que o som seja conduzido do ouvido externo ou médio para o ouvido interno, onde os nervos são estimulados a transmitir sons ao cérebro.

As causas potenciais para essa perda auditiva incluem o acúmulo de cera, rompimento do tímpano, traumas físicos, infecções, tumores, fluidos ou objetos estranhos no interior do ouvido.

Na maioria desses casos, a condição é temporária e o tratamento médico permite a melhora parcial ou mesmo completa da audição. A cirurgia e alguns tipos de tecnologias auditivas podem ser usados para tratar a perda auditiva.

Os aparelhos auditivos são utilizados como forma de apoio, para compensar qualquer perda auditiva remanescente.

Perda Auditiva Mista

A perda auditiva mista significa que existe uma perda neurossensorial junto com um componente de perda condutiva. Além dos danos no ouvido interno, também pode haver problemas com o ouvido externo ou médio, o que piora a condição auditiva da pessoa.

Após o tratamento da perda auditiva condutiva, o paciente pode se beneficiar de aparelhos auditivos para ajudar a controlar a perda auditiva neurossensorial.

Por isso, é muito importante que as pessoas que sofrem com a perda auditiva procurem um profissional de saúde especializado. Muitos nem sabem se ouvem bem. Um bom médico garantirá que você receba um diagnóstico adequado da causa, tipo e gravidade da perda auditiva que você possa ter.

É importante ressaltar que o profissional fará recomendações apropriadas para abordar suas necessidades auditivas individuais. Lidar com a perda auditiva, independentemente do tipo, pode ter um impacto positivo na vida cotidiana de uma pessoa.

Você quer ler mais sobre a perda auditiva? Leia nosso outro artigo sobre a importância de ouvir bem para melhorar a qualidade de vida e contato com o mundo!

Share

Leave A Comment